30 de outubro de 2013

Momentos que me derretem #4

Quando o Xavier chora, a Júlia observa muito séria e, assim que tem oportunidade, dá-lhe o brinquedo que tem na mão. Se não tiver, procura um para lhe dar, satisfeita por poder consolá-lo.
 
Esta empatia não se aplica só ao irmão. Ontem, ao ver o vídeo do bebé que chora ao ouvir a mãe cantar, também veio muito séria e apontou dizendo "bebé", com a mesma expressão de preocupação que usa com o Xavier.
 
Minha doce pequenina, nunca deixes de ser assim.
 
 
When Xavier cries, Júlia gets serious, watches him and, when she has a chance, gives him the toy she is holding. If she doesn't have one, she looks for something to give him, pleased for being able to confort him.
 
This empathy doesn't aply only to her brother. Yesterday, watching the video of the baby crying while his mother sings, she came near me, very serious, and pointed saying "baby", with the same concerned expression she uses with Xavier.
 
My sweet little girl, never stop being like this.
 

19 de outubro de 2013

Spray ambientador caseiro

Como prometido, cá vai mais uma rubrica da Eco-mamã.

Todos nós usamos aqueles ambientadores em spray na casa-de-banho, para disfarçar algum odor mais, como dizer, forte... Ultimamente costumávamos comprar aquela nova variedade que além de disfarçar os cheiros também os neutraliza. Mas são caros!

E se houvesse uma alternativa barata e natural? Encontrei a resposta aqui. Muito simples! Água, bicarbonato e usei umas gotas de óleo essencial de pinheiro, daqueles que se compram nas lojas chinesas, apenas o suficiente para deixar um cheiro fresco, muito subtil. Aproveitei uma embalagem de spray de um protector solar que tinha acabado e pronto! Já foi testado várias vezes e está mais que aprovado. Elimina mesmo o mau cheiro!

Experimentem! E digam-me se convosco também funciona.

18 de outubro de 2013

Sem televisão...

Nestes dias o Xavier tem estado impedido de ver desenhos animados. Coisas da vida! Que chatice, lá teve de se entreter com outra coisa quando veio do infantário.
Com a irmã atrás lá foi explorar o que havia na minha caixa (transbordante) de embalagens vazias à espera de utilidade. Vieram todos contentes com um braçado de garrafas plásticas e eu mandei-os de volta com a indicação de só poderem trazer uma cada um. Boa!
De volta à sala com a sua garrafa, resolveu começar a rasgar os papéis que por cá andavam todos rabiscados (desenhos incluídos). Lá lhe disse que não precisava de rasgar os desenhos, bastava pedir papel. E fui buscar ao ecoponto um folheto de supermercado.
E foi assim que o meu filho se entreteve, muito concentrado, a rasgar papel em pedacinhos pequeninos, amachucá-los e metê-los dentro das garrafas. E depois mostrou-me, todo orgulhoso, a sua façanha: duas garrafas cheias de papelinhos!
E depois entreteve-se a tentar tirá-los.


E assim passou um fim de tarde e o resto da noite.
Tenho de desligar a televisão mais vezes.....


10 de outubro de 2013

Snif snif.... sem odores!

Hoje vou escrever sobre o meu desodorizante.

Tenho usado sempre daqueles desodorizantes em roll-on. Costumam funcionar, se bem que me chateiam as manchas que deixam na roupa e os perfumes intensos que alguns têm. Prefiro os que têm perfumes neutros ou que não se notem, porque se eu usar o meu perfume aquilo mistura-se tudo e nunca gosto do resultado.

No outro dia aproveitei mais uma promoção e levei um desses para casa, mas depois pus-me a pensar: não haverá uma opção caseira, barata e simples para substituir estes produtos?
Fui pesquisar e encontrei imensas receitas caseiras: em stick, creme, com cera de abelhas, óleo de coco, etc. Encontrei um que só tinha como ingredientes amido de milho, óleo de coco e bicarbonato de sódio. É pá, mas o óleo de coco não se encontra assim tão facilmente e é caro. Não se pode substituir por azeite? Procurei de novo e lá estava. A Horta Encantada tinha a receita tão fácil que até duvidei. Mas fui experimentar, que tinha tudo na cozinha. Fiz uma quantidade muito pequena, só para testar, e nem coloquei o óleo essencial (porque não tinha na altura), mas nem fez falta. Basicamente fica uma pasta, da qual se tira um bocadinho mais pequeno que uma ervilha e se esfrega na axila.

O resultado? Nunca mais compro desodorizante! Mesmo! As minhas axilas não deitam cheiro nenhum! E aguenta mais do que um dia. E se já houver algum odor, depois de aplicar um pouco o odor desaparece, inclusivamente da roupa. Mais, não deixa manchas na roupa. É baratíssimo e não produz resíduos. Dura que se farta, que eu fiz mesmo só um bocadinho e ainda tenho outro tanto!

A sério, experimentem. Façam só uma fracção da receita e experimentem por uma semana. Depois digam-me o que acharam, ok?

Coloquei a pasta num frasquinho vazio que por cá andava, nem meio estava. Ainda dura.

2 de outubro de 2013

Ensiná-los a serem felizes!

No outro dia fui à reunião de pais com as educadoras do infantário do meu filho de 4 anos. Saí de lá a pensar na ideia que alguns pais têm do papel do jardim de infância. E reflecti também sobre a minha ideia, daquilo que espero do infantário dos meus filhos. E é disso que vou falar hoje.
 
Neste momento continuo em casa, ainda desempregada, completamente dedicada à casa e à família. Podia por isso manter os miúdos comigo, ensinando-lhes em casa o que vão aprender no infantário, poupava dinheiro e os miúdos aproveitavam ao máximo a minha companhia.
Mas há uma coisa que não lhes posso proporcionar: a convivência com outras crianças da idade deles, os pares, a socialização de que eles precisam para desenvolverem plenamente as suas capacidades viverem em sociedade. Para isso precisam de brincar com outros miúdos, brigar, fazer as pazes, partilhar brinquedos, fazer amigos. Podiam brincar um com o outro, mas dois anos de diferença de idades são uma grande diferença no desenvolvimento, e faltam-lhes os companheiros fora de casa.
Quando eu tinha a idade deles, brincava com os vizinhos da minha rua e os primos ao fim-de-semana. Hoje em dia, com o nosso estilo de vida, já não lhes posso proporcionar isso.
 
Por isso mando os meus filhos para o infantário. Não é porque quero que eles vão para a primária (ou lá como lhe chamam agora) a saber as letras todas, ou os números, ou a saber falar inglês, ou habituados a fazer trabalhos de casa (a sério?!!!).
Quero que eles brinquem. Muito! Com os amigos, à vontade, sem pressões e sem exigências! E que aprendam assim, naturalmente, os conceitos de que precisam. Não o Português e a Matemática, mas as regras de sociedade, a afectividade com os pares, a independência e o gosto de aprender coisas novas.
Porque os números e as letras, o desenho e a música, o inglês e os computadores, o judo e a ginástica, ou o futebol, ou o ballet, são áreas pelas quais cada criança tem mais ou menos interesse, conforme a sua personalidade, as suas apetências e preferências. O Xavier com 2 anos já conhecia os números até 10 (embora ainda não falasse) e aos 3 anos já os sabia em inglês, sem que eu ou a educadora alguma vez lhos tenhamos ensinado - um dos brinquedos que lhe deram, bilingue, fez esse trabalho por nós. Mas porque ele mostrou interesse e gostava de brincar com aquilo. A Júlia ainda não teve qualquer aula de educação musical (acho que na creche devem começar esta semana), mas já mostra um enorme interesse pela música e pela dança. O Xavier quis aprender a escrever o nome ainda no ano passado e foi ele que pediu à educadora para lho ensinar. Talvez aprenda a ler antes de ir para a escola, como eu fiz (já sabia as letras e quis ler sozinha o livro da Anita. A partir daí passei a devorar livros), mas não lho vou exigir. Afinal, é para isso que a escola serve, mas só aí.
 
Eu quero que os meus filhos brinquem, e muito, enquanto podem. Mantenho as actividades extracurriculares no mínimo. Judo uma vez por semana, a psicomotricidade (que se tem revelado muito útil), a música e por mim chega. O inglês vai aprendendo com o tempo e os computadores em breve dominará muito melhor que eu. Sem stress, sem pressões.
Os miúdos têm o seu ritmo, já o disse. Se estivermos com atenção, eles mesmos nos dizem o que precisam.
 
Deixem-nos brincar e acima de tudo, aprender a ser felizes.
 
 
Quero aqui deixar um beijinho à excelentes educadoras e auxiliares que cuidam tão bem dos meus filhos e em quem confio plenamente para me ajudarem a prepará-los para serem pessoas de bem. Obrigada Andreia, Jesus, Ana Paula, Sofia, Vanessa e todas as outras funcionárias e professores da instituição.
 
 

Toalhitas de bebé reutilizáveis - tão fácil!

Quem tem bebés sabe bem os montes de toalhitas húmidas que usamos a cada muda de fralda. Não são lá muito baratas (se bem que compro sempre em promoção) e produzem imensos resíduos (toalhitas, embalagens, embalagens das embalagens). Além disso, já notei que, mesmo as toalhitas que afirmam ser para peles sensíveis, quando a pele está lesada por alguma assadura incomodam o bebé (os meus até gritam).
Uma boa solução é usar um quadrado de algodão e água, mas a chatice de ter de andar a acartar água para o pé do muda-fraldas desmotiva-me, tal como o facto de ter de comprar à mesma os tais quadradinhos de algodão, que depois vão para o lixo.

Então e a solução?

Bem, peguei numa camisola interior minha, já velha, que tinha posto de parte para trapos. Como tem aquele pelinho por dentro, o tecido é bastante absorvente e suave. Cortei em quadrados e dobrei do mesmo modo que as toalhitas de compra vêm dobradas, dentro da caixa que sempre usei.
Depois fui em busca do líquido para humedecer as toalhitas. Encontrei este, e adaptei-o.

Vão precisar de:
  • uma colher de sopa de óleo de amêndoas doces ou azeite (sim, o azeite é óptimo para a pele)
  • uma colher de sopa de sabonete líquido (usei o gel de banho de bebé)
  • uma chávena de chá de camomila (uma vez que não uso o óleo essencial)
  • podem colocar uma colher de chá de mel (experimentei nesta última que fiz e pareceu-me bom)

Eu coloquei tudo num fraco doseador (daqueles pequenos de sabonete líquido). Posso deitar directamente sobre o monte de toalhitas na caixa, de modo a ficarem todas húmidas, ou posso pôr um pouco (usando o doseador) sobre uma toalhita, para limpar melhor algum cocó. Depois é deixar de molho e esfregar um bocadinho. Quando faço uma máquina de roupa, lá vão as toalhitas. Depois de secas, é só dobrá-las e juntar às outras da caixa, reforçando a dose de líquido.

Até agora a minha miúda não fez nenhuma reacção à solução, as toalhitas limpam e não se fazem mais resíduos.

(Actualização: fiz um novo post sobre estas toalhitas, usadas a tempo inteiro juntamente com fraldas reutilizáveis, aqui)
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