19 de dezembro de 2013

Uma prenda para o Menino Jesus

No infantário/creche que os meus miúdos frequentam este ano não houve distribuição de prendas. Em vez disso, foi proposto que cada criança escolhesse um brinquedo seu, o embrulhasse e o colocasse na árvore de Natal da instituição. Na sexta-feira os brinquedos serão distribuídos e cada um receberá uma prenda de um colega.
Esta ideia foi apresentada no âmbito do tema deste ano lectivo, os valores morais e humanos.
Gostei bastante. Ontem estivémos os três no quarto a escolher os brinquedos que eles iriam levar para a escolinha. Lembrei o Xavier que o brinquedo que ele escolhesse não voltaria, ficaria a ser de outro colega. Ele assentiu e escolheu o brinquedo. Para a Júlia escolhi eu, achei que ainda quase com dois anos ela não compreende totalmente o conceito.
Depois fomos embrulhar os presentes, papel, fita cola, escolheram as fitas e os enfeites para os embrulhos e hoje foram muito felizes pô-los debaixo da árvore.

Dar uma coisa nossa de presente é algo totalmente diferente de comprar uma prenda. É partilhar um pouco de nós com alguém. E é esse, para mim, o valor de dar prendas no Natal. Porque não se trata de dar um presente caro, ou aquele brinquedo que eles querem. Trata-se de oferecer a quem se ama algo que lhe lembre o nosso carinho, colocado no tempo, atenção e cuidado com que foi escolhido e feito. Gostava que os meus filhos aprendessem esta lição: há mais prazer em dar do que em receber. É claro que nesta idade ainda são demasiado egocêntricos para compreenderem a totalidade desta ideia, mas gosto de lançar sementes e fico tão feliz quando vejo que as semeei num terreno que as fará crescer!

Ontem também falámos sobre o significado do Natal. Lembrei-lhes que se festejava o nascimento do Menino Jesus. "Na verdade, são os anos Dele!" disse eu. E o Xavier, muito aflito, respondeu: "Oh não! Esquecemo-nos da prenda do Menino Jesus!"

Há que adorar as crianças, não é? Tão pequeninas e vão directamente à verdade.

Bem, e que fizémos? Hoje havia o Mercadito de Prendas de Natal, num centro comercial cá da cidade. Convidavam as crianças a levar um brinquedo usado, e levavam em troca outro que quisessem. Os brinquedos angariados serão encaminhados para uma instituição cá da terra.
Eu não disse ao Xavier que ia trazer um brinquedo. Apenas lhe disse que levaríamos um brinquedo para uma criança que não tinha prendas de Natal. Era como se fosse uma prenda para o Menino Jesus. "Sim!!!" exclamou ele.
E assim foi. Lá foi ele todo orgulhoso colocar o jogo no trenó. E foi presenteado com a surpresa de poder escolher outro brinquedo. Veio de lá todo feliz com um livro do Peter Pan.

Sim, as crianças são egocêntricas nestas idades. Mas também sabem como é bom receber uma prenda. E saber que outra criança ficará feliz com a prenda que lhe deram já é meio caminho andado para desenvolverem a empatia e a vontade de fazer os outros felizes.

Acho que vou tornar isto numa tradição. Escolher um brinquedo para o dar a outra criança. A prenda para o Menino Jesus.

Fazer festas ao Menino Jesus também é simpático :)



6 de dezembro de 2013

Iogurtes caseiros... maravilha!

Cá em casa gostamos de iogurte. Os miúdos adoram, especialmente se juntar bolacha partida ou raspas de chocolate, ou mesmo doce de fruta.
Desde bebés habituei-os a comerem iogurte natural, a que adicionava papa de fruta crua ou bolacha, evitando açúcares.
Depois lembrei-me de fazer os meus iogurtes e pedi emprestada a iogurteira da minha sogra, que há muito não era usada.
Recentemente comecei a fazer os meus iogurtes com leite pasteurizado (leite fresco) gordo. E posso dizer-vos que é uma maravilha.

É muito simples: aqueço ligeiramente 1 litro de leite e junto-lhe um iogurte (pode ser natural ou de aromas). Se quiser posso juntar-lhe açúcar nesta fase, mas não o costumo fazer. Misturo tudo muito bem com uma vara de arames manual e coloco a mistura nos copos de iogurte e coloco-os na iogurteira. Fecho, ligo à corrente e cubro com uma toalha, para minimizar as perdas de calor. Depois é só esperar pelo menos 8 horas. Já tem acontecido ficar 10 ou mesmo 12 horas a fermentar, quando me esqueço :D Depois é só tapar os frascos com as tampas e colocar no frigorífico.

Os iogurtes a fermentar.
 
Prontinhos! É só colocar a tampa e pôr no frigorífico.

E pronto! Iogurtes fresquinhos, cremosos e muito saborosos. Para adoçar junta-se açúcar (branco ou amarelo), mel ou doce. Ou não se adoça, que não ficam muito azedos, é conforme o gosto.
Eu gosto de juntar corn flakes, fruta, raspas de chocolate ou qualquer outra coisa que tenha cá em casa e serve-me de pequeno-almoço, lanche ou ceia.

As vantagens? Sei de que são feitos os iogurtes que comemos, evitando açúcares desnecessários e leite em pó. E ficam muito mais baratos. Por exemplo: 1 litro de leite gordo pasteurizado custa 0.79€, um iogurte de marca branca andará na casa dos 0,16€ e a electricidade usada para os fazer é tão barata que nem vale a pena contabilizar. Assim, cerca de 1 litro de iogurte fica-me em 0,95€ (mais ou menos o mesmo preço por quilo). O iogurte que comprei para fazer os caseiros vinha num pacote de 4 unidades de 125gr a 0,66€, o que faz 1,32€ o quilo. Os iogurtes caseiros são mais saudáveis, mais baratos e mais ecológicos, já que não produzem tanto lixo.

Uma boa poupança e um hábito saudável ;)

5 de dezembro de 2013

Momento Zen do dia

O Xavier está muito satisfeito a cortar pedacinhos de papel com a tesoura infantil que lhe dei.
Chega o pai e pergunta-lhe "E quem vai limpar isto tudo?", indicando os inúmeros papelinhos que cobrem o chão.
O Xavier muito calmamente aponta para mim com a tesoura e diz " A mãe."
...
Claro!

5 de novembro de 2013

Profissão: dar colo

Uma das maravilhas da maternidade, que me fascina e comove profundamente, é a capacidade de acalmar os meus filhos apenas com colo e um abraço, seja porque estão doentes, cansados ou com medo.
E o melhor é que dar-lhes colo também me sabe muito bem. Eles encaixam-se perfeitamente, mesmo à medida que vão crescendo, aconchegam-se docemente e eu percebo que foi para isto que fui feita, para ser mãe deles. Sinto, finalmente, que há algo em que sou boa, que encontrei a ocupação que realmente me satisfaz, o lugar que devo ocupar na vida. Não há outro trabalho ou ocupação que se compare, tudo o resto perde importância.

30 de outubro de 2013

Momentos que me derretem #4

Quando o Xavier chora, a Júlia observa muito séria e, assim que tem oportunidade, dá-lhe o brinquedo que tem na mão. Se não tiver, procura um para lhe dar, satisfeita por poder consolá-lo.
 
Esta empatia não se aplica só ao irmão. Ontem, ao ver o vídeo do bebé que chora ao ouvir a mãe cantar, também veio muito séria e apontou dizendo "bebé", com a mesma expressão de preocupação que usa com o Xavier.
 
Minha doce pequenina, nunca deixes de ser assim.
 
 
When Xavier cries, Júlia gets serious, watches him and, when she has a chance, gives him the toy she is holding. If she doesn't have one, she looks for something to give him, pleased for being able to confort him.
 
This empathy doesn't aply only to her brother. Yesterday, watching the video of the baby crying while his mother sings, she came near me, very serious, and pointed saying "baby", with the same concerned expression she uses with Xavier.
 
My sweet little girl, never stop being like this.
 

19 de outubro de 2013

Spray ambientador caseiro

Como prometido, cá vai mais uma rubrica da Eco-mamã.

Todos nós usamos aqueles ambientadores em spray na casa-de-banho, para disfarçar algum odor mais, como dizer, forte... Ultimamente costumávamos comprar aquela nova variedade que além de disfarçar os cheiros também os neutraliza. Mas são caros!

E se houvesse uma alternativa barata e natural? Encontrei a resposta aqui. Muito simples! Água, bicarbonato e usei umas gotas de óleo essencial de pinheiro, daqueles que se compram nas lojas chinesas, apenas o suficiente para deixar um cheiro fresco, muito subtil. Aproveitei uma embalagem de spray de um protector solar que tinha acabado e pronto! Já foi testado várias vezes e está mais que aprovado. Elimina mesmo o mau cheiro!

Experimentem! E digam-me se convosco também funciona.

18 de outubro de 2013

Sem televisão...

Nestes dias o Xavier tem estado impedido de ver desenhos animados. Coisas da vida! Que chatice, lá teve de se entreter com outra coisa quando veio do infantário.
Com a irmã atrás lá foi explorar o que havia na minha caixa (transbordante) de embalagens vazias à espera de utilidade. Vieram todos contentes com um braçado de garrafas plásticas e eu mandei-os de volta com a indicação de só poderem trazer uma cada um. Boa!
De volta à sala com a sua garrafa, resolveu começar a rasgar os papéis que por cá andavam todos rabiscados (desenhos incluídos). Lá lhe disse que não precisava de rasgar os desenhos, bastava pedir papel. E fui buscar ao ecoponto um folheto de supermercado.
E foi assim que o meu filho se entreteve, muito concentrado, a rasgar papel em pedacinhos pequeninos, amachucá-los e metê-los dentro das garrafas. E depois mostrou-me, todo orgulhoso, a sua façanha: duas garrafas cheias de papelinhos!
E depois entreteve-se a tentar tirá-los.


E assim passou um fim de tarde e o resto da noite.
Tenho de desligar a televisão mais vezes.....


10 de outubro de 2013

Desodorizante caseiro - actualizado

Hoje vou escrever sobre o meu desodorizante.

Tenho usado sempre daqueles desodorizantes em roll-on. Costumam funcionar, se bem que me chateiam as manchas que deixam na roupa e os perfumes intensos que alguns têm. Prefiro os que têm perfumes neutros ou que não se notem, porque se eu usar o meu perfume aquilo mistura-se tudo e nunca gosto do resultado.

No outro dia aproveitei mais uma promoção e levei um desses para casa, mas depois pus-me a pensar: não haverá uma opção caseira, barata e simples para substituir estes produtos?
Fui pesquisar e encontrei imensas receitas caseiras: em stick, creme, com cera de abelhas, óleo de coco, etc. Encontrei um que só tinha como ingredientes amido de milho, óleo de coco e bicarbonato de sódio. É pá, mas o óleo de coco não se encontra assim tão facilmente e é caro. Não se pode substituir por azeite? Procurei de novo e lá estava. A Horta Encantada tinha a receita tão fácil que até duvidei. Mas fui experimentar, que tinha tudo na cozinha. Fiz uma quantidade muito pequena, só para testar, e nem coloquei o óleo essencial (porque não tinha na altura), mas nem fez falta. Basicamente fica uma pasta, da qual se tira um bocadinho mais pequeno que uma ervilha e se esfrega na axila.

O resultado? Nunca mais compro desodorizante! Mesmo! As minhas axilas não deitam cheiro nenhum! E aguenta mais do que um dia. E se já houver algum odor, depois de aplicar um pouco o odor desaparece, inclusivamente da roupa. Mais, não deixa manchas na roupa. É baratíssimo e não produz resíduos. Dura que se farta, que eu fiz mesmo só um bocadinho e ainda tenho outro tanto!

A sério, experimentem. Façam só uma fracção da receita e experimentem por uma semana. Depois digam-me o que acharam, ok?

Coloquei a pasta num frasquinho vazio que por cá andava, nem meio estava. Ainda dura.
Actualização (30/10/2018)

Já lá vai um tempo que escrevi este post e esqueci-me de o vir actualizar depois de experimentar o desodorizante durante algum tempo.
Na altura, ao fim de alguns dias de utilização diária, desenvolvi uma irritação nas axilas. Penso que a quantidade de bicarbonato de sódio era excessiva. Deixei de usar, e acabou por passar. Curiosamente, mesmo sem usar qualquer desodorizante, passei algum tempo em que as axilas não ganhavam odor nenhum. Provavelmente matei as bactéria todas da pele…
Mais tarde fiz nova mistura, com metade da dose de bicarbonato de sódio e uma gota ou duas de óleo de melaleuca. Também funcionou e não provocou mais irritações.
Actualmente já não uso este desodorizante. As misturas posteriores que fiz já não funcionaram. Mas fica aqui o meu feedback.

2 de outubro de 2013

Ensiná-los a serem felizes!

No outro dia fui à reunião de pais com as educadoras do infantário do meu filho de 4 anos. Saí de lá a pensar na ideia que alguns pais têm do papel do jardim de infância. E reflecti também sobre a minha ideia, daquilo que espero do infantário dos meus filhos. E é disso que vou falar hoje.
 
Neste momento continuo em casa, ainda desempregada, completamente dedicada à casa e à família. Podia por isso manter os miúdos comigo, ensinando-lhes em casa o que vão aprender no infantário, poupava dinheiro e os miúdos aproveitavam ao máximo a minha companhia.
Mas há uma coisa que não lhes posso proporcionar: a convivência com outras crianças da idade deles, os pares, a socialização de que eles precisam para desenvolverem plenamente as suas capacidades viverem em sociedade. Para isso precisam de brincar com outros miúdos, brigar, fazer as pazes, partilhar brinquedos, fazer amigos. Podiam brincar um com o outro, mas dois anos de diferença de idades são uma grande diferença no desenvolvimento, e faltam-lhes os companheiros fora de casa.
Quando eu tinha a idade deles, brincava com os vizinhos da minha rua e os primos ao fim-de-semana. Hoje em dia, com o nosso estilo de vida, já não lhes posso proporcionar isso.
 
Por isso mando os meus filhos para o infantário. Não é porque quero que eles vão para a primária (ou lá como lhe chamam agora) a saber as letras todas, ou os números, ou a saber falar inglês, ou habituados a fazer trabalhos de casa (a sério?!!!).
Quero que eles brinquem. Muito! Com os amigos, à vontade, sem pressões e sem exigências! E que aprendam assim, naturalmente, os conceitos de que precisam. Não o Português e a Matemática, mas as regras de sociedade, a afectividade com os pares, a independência e o gosto de aprender coisas novas.
Porque os números e as letras, o desenho e a música, o inglês e os computadores, o judo e a ginástica, ou o futebol, ou o ballet, são áreas pelas quais cada criança tem mais ou menos interesse, conforme a sua personalidade, as suas apetências e preferências. O Xavier com 2 anos já conhecia os números até 10 (embora ainda não falasse) e aos 3 anos já os sabia em inglês, sem que eu ou a educadora alguma vez lhos tenhamos ensinado - um dos brinquedos que lhe deram, bilingue, fez esse trabalho por nós. Mas porque ele mostrou interesse e gostava de brincar com aquilo. A Júlia ainda não teve qualquer aula de educação musical (acho que na creche devem começar esta semana), mas já mostra um enorme interesse pela música e pela dança. O Xavier quis aprender a escrever o nome ainda no ano passado e foi ele que pediu à educadora para lho ensinar. Talvez aprenda a ler antes de ir para a escola, como eu fiz (já sabia as letras e quis ler sozinha o livro da Anita. A partir daí passei a devorar livros), mas não lho vou exigir. Afinal, é para isso que a escola serve, mas só aí.
 
Eu quero que os meus filhos brinquem, e muito, enquanto podem. Mantenho as actividades extracurriculares no mínimo. Judo uma vez por semana, a psicomotricidade (que se tem revelado muito útil), a música e por mim chega. O inglês vai aprendendo com o tempo e os computadores em breve dominará muito melhor que eu. Sem stress, sem pressões.
Os miúdos têm o seu ritmo, já o disse. Se estivermos com atenção, eles mesmos nos dizem o que precisam.
 
Deixem-nos brincar e acima de tudo, aprender a ser felizes.
 
 
Quero aqui deixar um beijinho à excelentes educadoras e auxiliares que cuidam tão bem dos meus filhos e em quem confio plenamente para me ajudarem a prepará-los para serem pessoas de bem. Obrigada Andreia, Jesus, Ana Paula, Sofia, Vanessa e todas as outras funcionárias e professores da instituição.
 
 

Toalhitas de bebé reutilizáveis - tão fácil!

Quem tem bebés sabe bem os montes de toalhitas húmidas que usamos a cada muda de fralda. Não são lá muito baratas (se bem que compro sempre em promoção) e produzem imensos resíduos (toalhitas, embalagens, embalagens das embalagens). Além disso, já notei que, mesmo as toalhitas que afirmam ser para peles sensíveis, quando a pele está lesada por alguma assadura incomodam o bebé (os meus até gritam).
Uma boa solução é usar um quadrado de algodão e água, mas a chatice de ter de andar a acartar água para o pé do muda-fraldas desmotiva-me, tal como o facto de ter de comprar à mesma os tais quadradinhos de algodão, que depois vão para o lixo.

Então e a solução?

Bem, peguei numa camisola interior minha, já velha, que tinha posto de parte para trapos. Como tem aquele pelinho por dentro, o tecido é bastante absorvente e suave. Cortei em quadrados e dobrei do mesmo modo que as toalhitas de compra vêm dobradas, dentro da caixa que sempre usei.
Depois fui em busca do líquido para humedecer as toalhitas. Encontrei este, e adaptei-o.

Vão precisar de:
  • uma colher de sopa de óleo de amêndoas doces ou azeite (sim, o azeite é óptimo para a pele)
  • uma colher de sopa de sabonete líquido (usei o gel de banho de bebé)
  • uma chávena de chá de camomila (uma vez que não uso o óleo essencial)
  • podem colocar uma colher de chá de mel (experimentei nesta última que fiz e pareceu-me bom)

Eu coloquei tudo num fraco doseador (daqueles pequenos de sabonete líquido). Posso deitar directamente sobre o monte de toalhitas na caixa, de modo a ficarem todas húmidas, ou posso pôr um pouco (usando o doseador) sobre uma toalhita, para limpar melhor algum cocó. Depois é deixar de molho e esfregar um bocadinho. Quando faço uma máquina de roupa, lá vão as toalhitas. Depois de secas, é só dobrá-las e juntar às outras da caixa, reforçando a dose de líquido.

Até agora a minha miúda não fez nenhuma reacção à solução, as toalhitas limpam e não se fazem mais resíduos.

(Actualização: fiz um novo post sobre estas toalhitas, usadas a tempo inteiro juntamente com fraldas reutilizáveis, aqui)

29 de setembro de 2013

Roupa e loiça lavadinhas! - post actualizado

Ora bem, como prometido no outro dia, vou partilhar convosco algumas dicas ecológicas e poupadinhas. Hoje falo de limpeza da roupa e da loiça.

Sabão.

Sim, sabão. Azul e branco, rosa e branco, clarim, caseiro (este ainda vou fazer). É tão simples como isso.
Eu explico.

Para lavar a loiça à mão, basta esfregar um pouco de sabão na esponja e lavar a loiça. Claro que temos de esfregar a esponja várias vezes, mas lava que é uma maravilha.
No caso de ter loiça com comida incrustada, deixo de molho com um bocadinho de vinagre.
Também dissolvi um pouco de sabão ralado em água para aquelas situações em que preciso de sabão líquido (deixar loiça de molho, etc).

Para a roupa eu já usava sabão para fazer o pré-tratamento de certas nódoas (fruta, chocolate, cocós, etc). Há muito que deixei de usar aqueles aditivos à base de peróxido, quer para antes, quer para durante a lavagem na máquina (ainda cá tenho meio frasco de gel...). Grande parte das nódoas apenas precisa de ficar de molho em água. Uma esfregadela com sabão e máquina com ela!

Entretanto, nas minhas pesquisas em busca de detergentes caseiros para lavar a roupa na máquina, encontrei várias receitas: líquidos, pós, todas envolviam adicionar sabão ralado a borato de sódio e carbonato de sódio. Algumas mais trabalhosas que outras. E eu pensava que devia haver algo mais simples. E há.

Sabão picado na 1,2,3, pode ficar mais ou menos fino.
N'A Horta Encantada encontrei a ideia simples: sabão ralado ou em flocos. Pego no sabão, corto em pedaços e ponho na picadora. Pico até ficar um granulado mais ou menos fino. Também se pode ralar à mão num ralador de cozinha (é melhor usar o mais fino). Andei a experimentar e cheguei à conclusão de que, para a roupa pouco suja, em água fria ou a 30ºC, bastam 30ml (usei uma medida de outro detergente) deitados com a roupa no tambor da máquina. Para roupa mais suja usei 50ml, já com mais temperatura. A roupa sai limpa, apenas com um ligeiro aroma a sabão, que desaparece quando seca. Para mim é óptimo, já que prefiro sempre detergentes sem cheiro.
Em vez de amaciador, ponho vinagre no compartimento específico. Mais uma vez, não usava amaciador para dar perfume à roupa, mas sim para ser mais fácil de passar a ferro. Com o vinagre fico com o mesmo efeito. A roupa não fica a cheirar a vinagre ou, se ficar (com certos tecidos), o cheiro desaparece depois de seca.
O sabão (especialmente se for natural) é ainda a melhor escolha para bebés e pessoas com peles sensíveis. Sem perfumes e outras substâncias alergénicas.

Também na máquina de lavar loiça dá para usar o sabão ralado. Uma dose menor, 10ml, usando o sal da máquina e vinagre no compartimento do abrilhantador. Ainda tentei vários detergentes, à base de sabão, vinagre e sumo de limão, mas ficava sempre a loiça ou mal lavada ou com uma camada de pó branco. Por isso, foi com algum cepticismo que testei o sabão, mas a verdade é que funciona! Lava tão bem como outro detergente normal.


Actualização (30/10/2018)

Neste momento já não uso sabão ralado nas máquinas de lavar. A eficácia revelou-se fraca. Chamaram-me a atenção para o facto de as máquinas actuais não funcionarem bem com sabão em barra e para bem da máquina e da roupa/loiça, voltei a usar os detergentes próprios.

20 de setembro de 2013

Momentos que me derretem #3

Na televisão, estava a dar um spot de princesas, que termina com "Eu sou uma princesa, e tu?"
O Xavier responde simplesmente e tão suavemente.
"Um príncipe."
És mesmo :)

16 de setembro de 2013

Momentos que me derretem #2

Quando vou buscar a pequena à creche e a vejo feliz a correr e a rir com as outras crianças. Tão bom!

E depois corre para mim e dá-me um abraço :)

14 de setembro de 2013

A Júlia e os primeiros dias na creche

Ao fim de duas semanas, eu e a Júlia sobrevivemos à entrada na creche.

Foram 20 meses de estreita convivência. Acho que nunca nos tínhamos separado por mais de duas ou três horas. Unidas sempre. Era de tal modo que ela não suportava separar-se de mim, mesmo que ficasse com o pai, ou uma das avós, ou as duas. Chorava desalmadamente, desconsoladamente, desesperadamente. E eu pensava como seria para a pôr na creche. E depois lembrava-me que às vezes as crianças nos surpreendem.

Estava na hora de seguir em frente. Ela dava sinais de querer estar com outras crianças da sua idade, aprender coisas novas, ter experiências diferentes.
E eu preciso de ter algum tempo para organizar a casa, organizar as coisas, organizar-me. Arranjar emprego. Tempo para mim também, redescobrir que para além de ser mãe, e esposa, e dona de casa, ainda cá estou eu. E tenho andado tão escondida, tão encafuada debaixo dos meus outros papéis, como uma camisola na pilha de roupa para passar que não é precisa para já e vai ficando para depois, a tal ponto que quase nos esquecemos que ela existe. Acho que já quase me esqueci de quem eu sou...

A separação foi difícil. No primeiro dia ela começou logo com o "não, não, não", mas a educadora pegou nela e levou-a a ver uns desenhos na parede, depois as outras crianças, e eu escondi-me, para não a distrair. E ela ficou. E eu voltei para casa. No curto trajecto que fiz a pé, senti aquele nó na garganta e as lágrimas nos olhos, mas respirei fundo e lembrei-me que ela estava bem e que eu ia ficar bem.
Liguei à hora do almoço, e disseram-me que dormia e estava bem. Quando a fui buscar, veio a chorar e agarrou-se a mim como uma lapa! Tinha chorado durante o dia, disseram-me, mas não ininterruptamente, e não desalmadamente. E tinha dormido. E tinha comido.
No dia seguinte chorou, no que veio a seguir chorou, mas sempre menos.

Segunda semana e a Júlia não chorou na segunda-feira. Mostrou curiosidade e interesse, foi ao colo das auxiliares, muito séria, mas sem chorar. E cada vez mais serena, mais segura. De vez em quando chora quando a levo, mas depressa se acalma. Só chora quando a vou buscar, como se se lembrasse que tinha saudades.

Eu vou pondo ordem na minha vida. Às vezes, a seguir ao almoço ainda dou por mim a pensar se aquele barulho não seria a pequena a acordar da sesta... não, não é, ela está na creche! Hábitos antigos...

A Júlia tem andado bem. Por vezes (muitas vezes) quando acorda de noite quer dormir comigo, e eu trago-a para a minha cama. Às vezes pede-me de mamar quando volta para casa, ou a qualquer altura. E eu dou. De resto, está tudo como sempre. Corre por todo o lado, brinca comigo e com o irmão, começa a dizer mais palavras, está cada vez mais espevitada. Ainda mais.

Sinto que foi a altura certa. Cada vez mais me convenço de que as crianças têm todas o seu tempo, a altura certa para cada etapa. Se respeitarmos esse tempo, é tudo mais fácil e simples. As coisas fluem melhor e tudo corre mais naturalmente. Fico feliz por poder fazer as coisas deste modo.

21 de agosto de 2013

Momentos que me derretem

Passear de automóvel, trauteando as músicas que passam no rádio e ouvir lá atrás o pequeno a fazer o mesmo :) Adoro!

Wandering in your car, singing along the songs on the radio and listening in the back seat your little one doing the same thing :) Love it!

15 de agosto de 2013

Há dias assim ;)

"Sim... ainda estou de pijama. Que foi que eu consegui hoje? Os miúdos ainda estão vivos. Diz obrigado. Agora... diz que estou bonita."

There are days like this ;)

2 de agosto de 2013

Não tenho pressa (Not in a hurry)

Comemorando a Semana Mundial do Aleitamento Materno, este post participa no evento “Blog About Breastfeeding" do site Mothering. Espreitem para ler testemunhos de outras mães.
Celebrating World Breastfeeding Week, I'm taking part in Mothering's "Blog about Breastfeeding" event, so take a peek to read what other mothers have to say. (This is a bilingual post, scroll down to read the english version)


Amamentar, para mim, é tão natural como respirar. Dei de mamar ao meu filho mais velho até aos 15 meses e agora a mais nova, com 18 meses, ainda não dispensa a mama antes de dormir. Tive a sorte de ser bem sucedida desde o princípio. Lembrei-me do que a enf. Céu, no curso de preparação para o nascimento, nos disse: "Não vos vou mentir. A primeira semana é complicada. Mas depois melhora." E confiando nisso aguentei os desconfortos e dificuldades dessa semana. A partir daí foi fácil. Com os meus dois filhos. Sei que não é assim para outras mães. E tenho pena, porque são sensações e emoções vividas intensamente.
 
Senti, e sinto, que ao amamentar a ligação física que tinha com o bebé durante a gravidez não acaba com o corte do cordão umbilical. Os nossos corpos mantêm-se unidos por aqueles momentos em que aquela boquinha se cola à mama e suga o leite, aquele suspiro de alívio e prazer e o relaxamento daquele corpinho, as mãozinhas que me acariciam e o olhar de confiança e amor.

Dá trabalho? Dá. Tira-me uma vida própria, o meu tempo, o meu sono? Tira. Mas quando acaba deixa saudades. E a maravilha de ver que aquela criança se desenvolve tanto só com o leite que lhe dou (como é possível?), e mais tarde o miminho que representa, quando quer a mama só para se sentir seguro e quente, e amado? É algo que só a mãe pode dar, e por um tempo limitado. Sinto-me abençoada por poder proporcionar isso aos meus filhos. E por poder desfrutar também de algo que vai deixar recordações para o resto da vida.
 
A minha filha tem 18 meses e ainda mama. Não tenho pressa.


Xavier com 14 meses
Xavier aged 14 months


Júlia com 6 meses
Júlia aged 6 months
For me, breastfeeding is as natural as breathing. I nursed my eldest son until he was 15 months old and now his little sister, aged 18 months, still won't give up nursing before bed. I was lucky to be successfull from the beginning. I kept remembering what nurse Céu, from the birth preparation classes, had told us: "I won't lie to you. The first week is complicated. But then it gets better." And trusting that I endured the discomforts and difficulties of that week. Since then, it was easy. With my two children. I know that, for some mothers, it doesn't work like that. And I feel sorry, because we live intense sensations and emotions.

I felt, and still feel, that by breastfeeding the physical link I had with the baby doesn't end when the umbilical cord is cut. Our bodies are kept united by those moments when that little mouth latches to the breast and sucks the milk. That sigh of relief and pleasure and the relaxation of that little body, those little hads that caress me and that look of trust and love.

Is it hard work? Yes. Does it take my life, my time, my sleep? Yes. But when it's over, it's missed. And the wonder of seeing that that child develops so well just with the milk I give her (how is it possible?), and later, the cudling it gives when he wants the breast just to feel safe and warm, and loved? Its something only mom can give, and for a limited time. I feel blessed for being able to give that to my children. And also for enjoying something that will leave memories for the rest of my life.

My daughter is 18 months old and she still nurses. I'm not in a hurry.

16 de julho de 2013

Fomos à compras para os meninos!

Na última angariação para o Banco Alimentar contra a Fome, levei o X., de 3 anos, às compras. Disse-lhe que havia meninos e meninas que não tinham comida em casa e que íamos comprar-lhes algumas coisas boas.
Chegando ao centro comercial, aproveitei para entrar em algumas lojas à procura de coisas que precisava. Mas o X. não estava com paciência: "Mamã, vamos às compras para os meninos!" :)
E lá fomos. Envolvi-o na escolha de alguns produtos e fomos juntos entregar os sacos aos voluntários.
E depois voltámos para casa.

O X. está numa fase em que partilhar algo é difícil. A irmã de 18 meses compete com ele em tudo: atenção, brinquedos, espaço, e ele passa a vida a dizer: "Não! É meu!" Lá lhe tento explicar que deve partilhar, que a irmã também quer brincar, que fica triste quando lhe tira os brinquedos, mas está difícil. E é natural na idade dele.

Mas a empatia é algo que nos faz falta, cada vez mais, numa sociedade que cria pessoas egocêntricas, egoístas e consumistas. Colocarmo-nos no lugar dos outros, sentir um pouco o que eles sentem é meio caminho andado para o respeito, para tomar decisões mais responsáveis e humanas, para criarmos uma comunidade e uma sociedade mais unida.

Por isso fiquei feliz com o entusiasmo do meu filho, a sua alegria ao escolher os alimentos de que gostava para outras crianças que não os têm. E daqui a alguns anos talvez nos tornemos também voluntários.

29 de maio de 2013

O dia mais feliz da minha vida

Ouço ou leio muitas vezes as pessoas referirem-se ao dia do seu casamento ou ao nascimento dos filhos como "o dia mais feliz da minha vida".
Pessoalmente, não encontro um dia que possa considerar como o mais feliz da minha vida.

O dia em que me casei foi especial, sim. Mas o mais feliz? Sempre achei que não era esse o dia mais importante, mas sim os que se seguiriam, a nossa vida de casados. Se o dia de casamento fosse o mais feliz da vida, nem valia a pena casar!

E quando os meus filhos nasceram? Foram dias bons, sim, de muito alívio e ternura, cansaço e descoberta. Mas não me apaixonei logo ali por eles. Já os tinha começado a amar durante a gravidez. Quando os vi pela primeira vez reconheci-os logo, sim, como se sempre os tivesse conhecido, mas a nossa ligação foi estabelecida ao longo dos meses e anos seguintes, não apenas naquele dia. Se dissesse que tinha sido o dia mais feliz da minha vida, que diria dos que vieram a seguir?

Há dias bons, maus, assim-assim, e há aqueles dias memoráveis. Agora dizer que apenas um dia foi o mais feliz? Só se for o dia de hoje. Para ser substituído por amanhã, e depois de amanhã, e por aí adiante.

26 de maio de 2013

Saudades da barriga

Estou de novo com saudades de estar grávida.
Espera, o quê?! Já me esqueci dos desconfortos, das dores nas costas, das dores nas ancas, do cansaço, das noites difíceis de dormir, dos pontapés nas costelas e outras zonas sensíveis, de me sentir um barril, das contracções?

Não, mas estou também a relembrar as coisas boas:

O salto que o coração dá ao ver o teste positivo (e pensar no que é que me fui meter).

A sensação deliciosa de guardar um segredo quando a barriga ainda não cresceu e só por isso sorrir assim sem mais nem menos a qualquer hora do dia.

Estar sempre a acariciar a barriga.

A primeira ecografia e ver o bebé mexer-se tanto sem que se sinta nada.

Os primeiros pontapés.

Todos os pontapés.

Os soluços do bebé (quase todos os dias à mesma hora).

Sentir o bebé mover-se e espreguiçar-se.


Só de lembrar tudo isto sinto imensas saudades, daquelas que chegam a doer e a fazer o coração acelerar... Raios partam o instinto maternal!


I'm missing being pregnant again. Wait, what?! Have i forgotten the discomfort, back pain, hip pain, fatigue, hard to sleep nights, the kicks on the ribs and other tender areas, feeling like a barrel, the contractions?

No, but i'm also remembering the good things:

The leap the heart makes when the test turns positive (and thinking what have i gotten into).

The delicious feeling of keeping a secret when my belly hasn't began to grow, thus smiling just like that any time of the day.

Caressing my belly all the time.

The first ultrassound and seeing the baby moving so much without feeling anything.

The first kicks.

Every kick.

The baby's hickups (everyday, same hour).

Feeling the baby moving and stretching.

Just rememberind all that makes me miss it so much it hurts and my heart starts to jump... damn the mother instinct!

5 de maio de 2013

Passagem de testemunho

Sempre achei que há um momento em que herdamos o mundo. Quando o testemunho nos é passado e passamos a ter uma palavra a dizer e aquilo que fazemos faz a diferença. Deixamos de ser miúdos e passamos a ser adultos.
Esse momento pode ser em qualquer altura: quando fazemos 18 anos, quando tiramos a carta, quando votamos pela primeira vez, quando acabamos o curso, o casamento, o primeiro emprego.......
Para mim, nada disso me fez sentir diferente. Não me sentia adulta. Cá dentro ainda me via como uma miúda, como se o mundo fosse dos outros e eu ainda estivesse em treino.
Então qual foi esse momento em que herdei o mundo?
 
Quando me vi sozinha com o meu filho recém-nascido e me apercebi: sou a responsável por este ser tão pequenino. O meu filho depende totalmente de mim.
 
A partir daí desconforto, cansaço, preguiça, fome ou insegurança deixaram de ter tanta importância. Havia algo mais importante: o bebé. Ele primeiro, o resto depois.
Deixei de ter receio de falar com outras pessoas para pedir ajuda, informações, esclarecimentos, o que fosse, coisas que dantes evitava a todo o custo.
Tornei-me adulta quando me tornei mãe. Para mim, não há tarefa mais importante. Sou responsável por preparar os meus filhos para o mundo e também o mundo para os meus filhos. Ganhei uma nova perspectiva da vida. A minha própria vida, a minha saúde, ganharam uma maior importância.
Não quero com isto dizer que de repente passei a saber tudo. Pelo contrário, subitamente apercebi-me do pouco que sei, e na maior parte das vezes ajo por instinto, esperando não estar a fazer demasiadas asneiras. Mas hoje, com dois filhos pequenos, apesar das incertezas, sinto a confiança de uma pessoa crescida, adulta, porque sinto que finalmente estou a fazer aquilo que devo fazer: ser mãe.
 
Tenho o mundo nas mãos, sim, sinto o seu doce peso quando pego nos meus filhos.

 
I always believed that there's a moment when we inherit the world. When the torch is passed to us and we begin to have a word to say and what we do makes a difference. We are no longer kids and become adults.
This moment can happen at any time: when we turn 18, when we get the driver's license, when we vote for the first time, when we graduate, our wedding, our first job....
For me, none of that made me feel diferent. I didn't feel like an adult. Deep inside i still saw myself as a kid, like the world was everyone else's and i was still in training.
So in what moment did i inherited the world?
 
When i found myself alone with my newborn son and it hit me: I am responsible for this tiny being. My child is totally dependent of me.
 
Since then, discomfort, fatigue, lazyness, hunger or insecurity lost importance. Something was more important: the baby. Him first, the rest later.
I stopped being affraid of talking to other people to ask for help, information, elucidation, whatever, which before i would avoid at any cost.
I became an adult when i became a mother. To me, there isn't a more important task. I'm responsible for preparing my children for the world and also the world for my children. I have gotten a new perspective on life. My own life, my health, are more important.
I don't mean by this that suddenly i know everything. On the contrary, suddenly i became aware of the little i know, and most of the time i act by instinct, hoping i'm not screwing up too much. But today, with two small children, in spite of the uncertainty, i feel the confidence of a grownup, an adult, because i feel that finally i'm doing what i'm suposed to do: being a mom.
 
Yes, i have the world in my hands, i can feel its sweet weight when i carry my children.
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