21 de janeiro de 2017

Có?

A ver A Bela e o Monstro, na cena em que o mordomo/relógio faz uma visita guiada ao castelo e refere o estilo rococó:
Xavier: O quê?
Júlia: Rococorócocóóó!


11 de dezembro de 2016

9 meses e uns dias

Fizeste 9 meses esta semana, Ana. Hoje cumpres tanto tempo cá fora como o que passaste dentro do meu corpo. Acho que podemos considerar que cumpriste a liberdade condicional.
A verdade é que me sinto mais unida a ti do que quando me davas pontapés do lado de dentro. Este vínculo que nos liga e que me diz quando tens fome, quando queres dormir e quando tens cocó (sim, já aprendi a identificar aquele choro irritado que fazes quando estás cagada) e quando tens medo (como ontem, ao entrarmos naquele restaurante cheio, não te mexeste um centímetro ao meu colo, só me apertaste o braço com toda a força das tuas mãozinhas de bebé - que não é assim tão pouca). Que me diz que esta noite não queres dormir sozinha na tua cama e mais do que ouvires a minha voz, queres sentir o meu calor (a Júlia é que não acha piada...).
Em 18 meses de existência, passaste de uma celulazinha a um ser humano pequenino cheio de personalidade. Por muito que conheça os mecanismos do desenvolvimento humano, nunca deixo de me fascinar. Já te sentas sozinha e estás a ensaiar gatinhar (embora não te importes de percorrer o teu espaço rastejando à tropa). Comes e mastigas comida sólida como gente grande apesar de só teres dois dentes. Preferes pão e mandas-me comer a papa e se quero fazer creme de legumes, tenho de tirar um pouco para a tua tigela antes de passar a sopa. Comes massas como se fossem amendoins (que, estejam descansados, ainda não te dei a provar) e adoras comer os corn flakes que a tua mana partilha contigo. És tão afectiva! Quando vês o pai ou os manos todo o teu corpo dança nessa tua linguagem a mostrar que queres um colinho. Encostas a tua cabecinha ao meu ombro e dás uns beijinhos de baba, enquanto escolhes dois ou três dos meus cabelos para arrancar.
Ainda mamas, com a confiança que terás este sustento enquanto quiseres. E não te enganas, eu não te engano, para ti e para mim, será até estarmos prontas.
És amada pelos teus irmãos, que tanto pediram que nascesses e que às vezes parece que fazem de propósito para te acordar ou fazer chorar (que relação ambígua esta, entre os irmãos, que passa de amor profundo a ódio visceral num piscar de olhos), mas que te amam, sem dúvida. Vê-se no olhar do Xavier quando brinca contigo e no orgulho na voz da Júlia quando fala de ti aos colegas.
Foi um ano do caraças, Nocas! Uma porcaria de ano, em muitos aspectos. Para todos nós. Mas tu és um dos poucos motivos para que 2016 seja lembrado com alegria. A nossa vida é muito mais caótica do que já era. Mais difícil. Mas somos hoje muito mais felizes.
Noquinhas, minha coisinha boa, minha bebé pequenina.








21 de outubro de 2016

Momento Zen do dia #26

A comer um hambúrguer, a Júlia (relembro, tem 4 anos) estava a fazer uma enorme javardice.

Pai: Júlia, pega bem nesse hambúrguer.
Júlia: Eu como como eu quiser!

Ai, mal posso esperar que ela tenha 14 anos....



16 de outubro de 2016

10 de outubro de 2016

Toalhitas de bebé reutilizáveis - actualização e feedback

Quando a Júlia estava perto do desfralde, resolvi experimentar fazer umas toalhitas reutilizáveis recorrendo a camisolas interiores velhas (ver o post). Na altura funcionaram em complemento com as descartáveis e quando deixaram de ser precisas, guardei-as.
Quer dizer, guardei-as não, continuaram a ser usadas para limpar narizes, rabos, caras... Usam-se, lavam-se, voltam a usar-se.

Na altura pensei que se tivesse mais uma cria iria utilizá-las de novo, juntamente com fraldas reutilizáveis (mas destas falarei mais tarde).
Assim, quando a Nocas nasceu, retalhei mais umas quantas camisolas e tenho-as usado sempre em casa.

Quanto à solução de limpeza, voltei a fazer experiências, pesquisei, li testemunhos de outras mães e acertei com o líquido que melhor limpa e hidrata o rabiosque da Monstrinha:

- uma caixa pequena com tampa (prefiro pequena para não fazer muita quantidade e criar bolor)
- um esguicho de gel de banho da miúda
- um fio de azeite


Pronto. Quando preciso, saco de uma toalhita da caixa, molho na solução, espremo, lavo, deito para o balde das fraldas. Retiro outra toalhita seca, seco a pele com pancadinhas (não é para andar a esfregar!) e vai para lavar também.

Quando lavo a roupa e/ou as fraldas, as toalhitas vão na máquina, estendem-se, recolhem-se, dobram-se e estão prontas a usar.

Há quem as compre, quem use flanela... Eu aproveitei o que tinha, são suaves, limpam bem, lavam-se facilmente e secam rápido (no Inverno dá jeito). Quando a garota desfraldar, tenho montes de lenços ;)

6 de outubro de 2016

A fazer pandam... pendant... pandân... coiso!

Há uns meses, andava numa loja de roupa de criança a ver vestidos. Precisava de um para a Júlia levar aos casamentos deste Verão.
Reparei num modelo, muito parecido com outro para bebé e veio-me este pensamento à cabeça:

"Podia comprar estes dois para as miúdas, iam a combinar..."

E foi então que caí em mim e dei um estalo mental a mim mesma. Estás parva??!!!

Se há coisa que sempre detestei foi ter de vestir roupa igual à da minha irmã. E nem era eu que ficava com a pior parte, era ela, afinal, que, por ser mais nova, quando o vestido deixava de lhe servir ainda tinha de usar o meu - anos seguidos sempre com a mesma roupa, desgraçada!

Pois...
Em defesa da minha mãe, era a minha avó que fazia os vestidos e, para aproveitar tecido, fazia-os iguais. Ou então gostava mesmo de nos vestir de igual. E não era só a roupa, eram os penteados, as fitinhas, as meias, os sapatos.... Estão a ver a cena. Não admira que estivessem sempre a perguntar: "São gémeas?" E eu ficava a olhar para aquelas alminhas que não viam que tínhamos uma diferença de alturas correspondente a dois anos e meio.
Também não me verão vestida com roupas iguais ou a combinar com as miúdas. Para mim, ainda é pior.
Porque sou tão avessa a estarmos todas de igual? Porque somos diferentes. Porque temos gostos diferentes. Porque vesti-las de igual é tratá-las como se fossem iguais, e isso não o posso fazer. Direitos e deveres iguais sim. Identidades? Não.

Mas voltando ao início. Mas eu estaria parva?? Se detesto tanto o conceito de vestir irmãos de igual ou a combinar, por que raio tive eu aquela ideia? Pá, não sei o que me deu. A única coisa que me consigo lembrar é que o maldito maketing é uma coisa muito poderosa. E isso assusta como o raio.
Assusta tanto, que fugi saí logo da loja.

1 de outubro de 2016

Momentos que me derretem #14

Dei a cada um um tubo de pintarolas com a recomendação de não as comerem todas de uma vez, que depois não havia mais.
A Júlia comeu algumas e guardou as restantes. O Xavier comeu-as logo todas.
Hoje, a Júlia lembrou-se que ainda tinha pintarolas e foi buscá-las, prometendo ao irmão que lhe dava uma.
Mas... já só tinha uma no tubo. Disse-lhe que a comesse, o Xavier já tinha comido as dele.

Partilhou a última pintarola. Trincou-a a meio e deu uma metade ao irmão.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...